quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Azulejo: o revestimento que dá graça à decoração

Antes reservado a cozinhas e banheiros, ele ganhou novos usos e reaparece cheio de estilo e detalhe.




Foi-se o tempo em que os azulejos revestiam apenas as paredes de banheiros, cozinhas e áreas externas. Hoje, é possível usá-los para dar acabamento à mesa da sala de jantar, em uma moldura de espelho no quarto ou em qualquer outro lugar que desejar.
 
Criados pelos árabes, mas muito usados pelos portugueses, os azulejos chegaram a revestir paredes de igrejas e palácios. Mas, aos poucos, o modelo tradicional, com estampa barroca, foi substituído por novos desenhos, mais coloridos e arrojados, com flores ou formas geométricas. “As peças atuais inovaram também em relação a tamanho, formato e espessura”, explica a arquiteta e decoradora Suely de Paula.

Solte a criatividade

Com o design modernizado, os azulejos podem ser aplicados em todos os ambientes. Além de protegerem as paredes, eles assumem papel de destaque na decoração contemporânea e criativa, sem contar que ficam lindos, por exemplo, quando usados como um painel de home theater ou até mesmo como acabamento no tampo de uma mesa.

Forte tendência, atualmente, é a criação de mosaicos de azulejos, com a combinação de diferentes cores e estampas. “A dica é colocá-los em algum ponto especial, no qual possam ser valorizados. E use móveis com designs leves e tons neutros, para que o mosaico assuma a posição de destaque, tornando-se o elemento nobre do ambiente”, ensina Suely. Esse patchwork deixa a decoração original e ainda oferece a chance de fazer economia. Isso porque as peças podem ser compradas em cemitérios de azulejos, que vendem itens fora de linha e em pouca quantidade.
Porém, quem quer ousar e revestir todas as paredes com o material deve tomar cuidado. A arquiteta lembra que ele pode ser usado à vontade em cozinhas, banheiros e lavanderias. Entretanto, nas salas e nos quartos, o melhor é apostar em faixas, painéis ou no revestimento de somente uma parede. “O ideal é recorrer aos azulejos para acrescentar toques de cor e criatividade à decoração, mas sem exagerar”, complementa.

Para o quarto, por exemplo, o uso do painel de azulejos como cabeceira da cama deixa o cômodo aconchegante e acolhedor. Outra sugestão interessante é mesclar meia parede de azulejos com o restante em papel de parede. Um resultado original, criativo e de bom gosto. “Mas lembre-se de que o papel de parede não deve ser usado em ambientes úmidos”, ressalta Suely.

Duráveis e fáceis de limpar, os azulejos são usados tanto pela beleza quanto pela praticidade. Diferentemente de uma parede de alvenaria, por exemplo, eles podem ser limpos apenas com um pano úmido e um pouco de Cif. Com sua fórmula exclusiva, o produto elimina a gordura da superfície de maneira rápida e sem esforço.

Cemitérios de azulejos:
São Paulo:
Cemitério dos Azulejos – (11) 2296-0859
Curitiba: Cemitério dos Azulejos – (41) 3274-7473
Rio de Janeiro: Azulejos Antigos – (21) 2255-1195
Belo Horizonte: Relíquia Azulejos e Pisos – (31) 3412-8666
Florianópolis: Cemitério dos Azulejos – (48) 3247-0671
Salvador: Museu do Azulejo – (71) 3242-9300




sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Banheiros com papel de parede

Mais ousado ou mesmo com estilo tradicional, o papel de parede dá vida ao ambiente. Ele pode ser liso, texturizado, emborrachado ou com materiais alternativos, o que vale é usar a imaginação e reinventar banheiros e lavabos.


Funcional

O banheiro de 17 m² projetado pelas arquitetas Adriana Fiali e Rose Corsini conta com living que teve as paredes revestidas com dois diferentes materiais: na da pia, couro reciclado e papel de parede texturizado rosa velho nas demais. Para destacar as paredes, foi usada bancada de 2,40 m de Corian® na cor branca com duas cubas de apoio, garantindo individualidade aos moradores na utilização. Destaque para os espelhos (1,20 x 0,90 m) cortados a laser, recurso que dá ao formato a aparência de espelhos venezianos, mas com roupagem bem moderna.

Projeto, FICOdesign para Casa Cor; papel de parede, Wallpaper; couro reciclado, Beare; porcelanato branco, Mais Revestimentos; metais, Deca; iluminação, Lustre Iriê; poltrona, espelhos e decoração, A especialista; penteadeira, Inusittá; bancada de CorianR, Siligram; espelhos, A Varanda e Guardian; lixeiras, Mazzonetto; puxadores, Pado; tecidos, Unique Mood, dispenseres, Melhoramentos; cortinas e persianas, Luxaflex; tinta, Suvinil. Foto de Marcelo Scandaroli (divulgação).

Dica
  
Para evitar umidade no banheiro e conservar o papel de parede, evite banhos longos e muito quentes para não deixar muito vapor no ambiente. Outra dica é deixar toalhas de banho secarem em local arejado.



 
Florido 

A fim de criar um ambiente que trouxesse um pouco da natureza do parque para dentro do apartamento, a arquiteta Maite Maiani utilizou papel de parede estampado de folhagens e rosas brancas no lavabo de 1,8 m². Para seguir o estilo, metais, louças e objetos decorativos foram pensados na tendência provençal. Para completar, lustre de metal e pia em estilo retrô.

Projeto, Maite Maiani Arquitetura e Design; papel de parede, Casa das Sancas; piso de madeira, Monte Sião; metais e louças, Deca; espelho e lustre Lilian Pimenta; banquinho, Entreposto. Foto Divulgação.

Dica
 
Os principais tipos de papel de parede são vinílico (de PVC com base de papel ou tela, com tratamento especial que confere aspecto de tecido, durável e resistente à umidade), lavável (impermeável, tem camada de resina que protege contra a água), com revelo (com efeitos que imitam couro, material têxtil ou madeira) e pintado à mão (apresenta desenhos personalizados e exclusivos). Para banheiros e lavabos, os tipos indicados são o vinílico e o lavável.



Natural

O lavabo de 2,30 m² projetado pelas arquitetas Paula Ferraz e Ellen Cavalcante ganhou um estilo rústico ao ter uma das paredes recoberta por fibra de bananeira. Esse revestimento é composto por uma fibra de bananeira com palha de seda, não tem emendas e é feito sob medida. O piso de madeira (assoalho cumaru) e a bancada (1,50 m de largura) de mármore travertino romano bruto com cuba esculpida na própria peça reforçam o conceito mais natural do ambiente. Para aumentar a sensação de amplitude, um espelho (1,50 x 1,45 m) cobre totalmente a área da bancada.

Projeto, Cavalcante Ferraz Arquitetura e Design; revestimento de fibra de bananeira, Nani Chinellato; piso, Indusparquet, metais, Deca; mármore, Engenharia do Mármore. Foto André Godoy (divulgação).

Dica

Para instalar o papel de parede, aplique uma capa de cola sobre a parede e deixe secar alguns minutos. Coloque uma tira de papel sobre a cola, verificando a altura e a extensão desejadas. Com uma espátula de silicone, fixe-o, retirando as irregularidades. Recorte as sobras, ajustando o rodapé e o teto. Para a próxima tira, repita o processo, encaixando a estampa. Caso necessário, contrate um profissional.



Revestimento Refinado

O lavabo de 2 m² foi reformado pelos arquitetos Ana Lúcia Salama e Gerson Dutra de Sá a fim de ganhar um ar clássico. Os tons neutros e nobres da cor creme do piso de mármore crema marfil com tabeira de mármore Breccia Oniciata e do amarelo que reluz da pedra ônix da bancada (85 x 30 cm), graças à iluminação interna, harmonizam com a pintura especial de parede em tons de marrom e ouro. Obra da artista plástica Magali Cardamone, que trabalhou com papel de seda amassado e outros elementos. Para completar, um pendente de cristal dá um toque sofisticado ao ambiente. 

Projeto, Ana Lúcia Salama e Gerson Dutra de Sá; porcelanato, Portobello; metais, Lemos da Costa; pendente de cristal, Moema Iluminação; bancada de ônix, Pedras Primavera; papel de parede, Magali Cardamone. Foto divulgação.

Dica

Se quiser proteger o papel de parede e fazer com que dure mais, aplique resina acrílica impermeabilizante. Só não se esqueça de checar, antes, com o fabricante se o uso deste e outros produtos químicos pode estragar o papel.




Sóbrio

A arquiteta Syrlene Del Paulicchi projetou o lavabo de 3 m² para ser um ambiente contemporâneo e funcional. Para dar o tom desejado, escolheu um papel de parede texturizado na cor pêssego para cobrir as paredes. Esse revestimento combina com a tonalidade da madeira natural freijó linheiro da bancada (1,35 m de largura) e da moldura do espelho (0,30 m de largura). Abaixo, o suporte para a cuba, de Silestone ®, traz o branco, que “quebra” os tons neutros. O toque final fica por conta dos três pendentes de cristal, que juntamente com três peças de porcelanato com cristal encrustado em um dos lados do espelho, enfeitam o local.

Projeto, Elementhos Projeto de Harmonização e Design de Interiores; papel de parede, marcenaria e espelho, Elementhos; porcelanato Roca, Mais Revestimentos; metais e louças, Deca; bancada de SilestoneR, Marmoraria Marcondes. Foto divulgação.

Dica

Para limpeza do papel de parede, utilize apenas espanador para retirar o excesso de pó. Se for impermeável, use um pano úmido para retirar a sujeira mais persistente.






quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Decoração Natalina

Guirlanda da À Luz de Velas: sempre um mimo na porta de casa. Ou no interior!

Quem curte o fim do ano e gosta de fazer uma decoração natalina sempre fica em dúvida sobre o que criar de novo a cada ano. Em uma circulada na internet dá pra gente ver muitas coisas e ter muitas ideias. Eu gosto muito de olhar tudo o que tem por aí para dar uns toques que podem ser feitos com facilidade e que resultam em muito efeito.
 
Adesivos com força neste fim de ano. Este é de I-Stick.

Luzes são a primeira coisa que penso: com o advento das mangueirinhas de luz, baratas e coloridíssimas, enfeitar uma árvore no exterior de casa passou a ser a coisa mais fácil. Esqueça dos pinheiros, use a árvore que você tiver, ou procure por um Ficus plantado num vaso – que é resistente – e o enfeite. Fica bonito rápido e decora bem.

Velas: sempre bem vindas no fim de ano.

Substituir o pinheiro fake por um adesivo, um ramo verde ou um arranjo é uma jogada legal. Em outro ano eu dei uma dica de fácil de arranjo de mesa: encher um vaso de vidro cristal liso com bolas de natal coloridas – eu já fiz isso e fica muito bonito. Usar símbolos do Natal e organizar um canto de presentes também é bem esperto: vários presentes, um Papai Noel, estrelas, tudo isso remete ao fim de ano e pode resultar numa decoração descolada e diferente.

A estrela também é símbolo da natividade e substitui o pinheiro muito bem.
 
Arranjos são um must: se você tiver um buffet ou uma estante que seja meio “central” na casa, usar frutas: maçãs vermelhas e verdes (e bonitas) num vaso/bowl de prata ou numa bela cerâmica. Ou uvas de todas as cores e tamanhos. Ou ainda frutas secas, em uma peça de vidro. Tudo isso dá bom resultado.

Velas em forma de pinheiro da À Luz de Velas: escolha uma cor e faça um arranjo. Clique para ver maior.

As luzes de novo: sejam aquelas pequeninas que vêm em cordão – se você as arrumar como uma guirlanda em vasos de vidro verá o super efeito que resultam – ou velas bonitas e bem arrumadas também são um curinga e tanto. Aliás, as velas com formatos e cores natalinas também sempre são bem vindas.

Ramos ou galhos, naturais ou artificiais arrumados com bolinhas natalinas dão um toque a algum canto da casa.

Como eu sempre digo, nas festas, use a melhor louça da casa. A minha tem um detalhe dourado e só isso já é festa. Dourado também é um toque lindo para o Natal. Ramos secos com pequenas bolinhas douradas (ou prateadas), agregadas também ficam um charme!

Frutas, velas, bolinhas, luzes: vários objetos utilizados dentro de vasos em vidro cristal dão um toque de graça à decoração de fim de ano.

E ninguém resiste ao vermelho: se você fizer um belo arranjo de flores vermelhas em conjunto com suas folhas verdes, o Natal chegou e se instalou em sua casa. Reserve um bom espaço para que este elemento fique bem aparente e pronto: um Natal brasileiro e natural.


Fonte: casa com design by Maria Alice Miller
         

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Com que lâmpada eu vou?

Conheça as vantagens e desvantagens de cada tipo: incandescentes (as mais comuns no mercado), fluorescentes e as grandes promessas – as de LED

A lâmpada incandescente, que pouco mudou desde a sua invenção em 1879. É a mais popular, a mais barata e a que mais gasta energia.


A lâmpada fluorescente se popularizou no Brasil depois das ameaças de apagão em 2001. Gasta de 60% a 80% menos energia que a incandescente, mas é mais difícil de ser reciclada e tem uma luz mais oscilante.

A lâmpada de LED ainda é menos comum: custa cerca de R$ 120, bem mais que as incandescentes (R$ 2) e fluorescentes (R$ 5).

A vantagem do LED é sua eficiência (quase todo o calor gerado é usado para produzir luz, o que se traduz em economia de eletricidade) e, sobretudo, sua durabilidade: 45 anos, segundo os fabricantes.

O norte-americano Thomas Edison inventou a lâmpada em 1879. Em algumas décadas, a eletricidade tomou conta de vários cômodos e utensílio – como imaginar, hoje, a vida sem micro-ondas, televisão, computador, secador de cabelo, elevador e chuveiro elétrico?

Agora, a indústria da iluminação promete mais uma revolução: a lâmpada de LED. O princípio é o mesmo de uma lâmpada incandescente: a corrente elétrica passa por um material semicondutor que vai transformar a energia em luz e transmiti-la. Simples assim. A diferença é a qualidade do material: enquanto na lâmpada comum a corrente passa pelo filamento de um metal chamado tungstênio, que libera a energia na forma de 95% de calor e 5% luz, a lâmpada de LED converte essa energia quase toda em luz.

“A lâmpada incandescente é como se fosse um ferro: conforme passa a corrente elétrica, o filamento vai esquentando até ficar vermelho, incandescente como um ferro. E o tungstênio aguenta bastante calor, mas o filamento é fino e, com o tempo, vai se desgastando até romper. Por isso é que quando você balança uma lâmpada queimada faz aquele barulhinho”, explica o engenheiro elétrico Filipe Scoton. O segredo do LED é um material chamado diodo, cuja composição lembra bastante um chip de computador. Ele emite luz, daí o nome LED (Light Emitting Diode, “diodo que emite luz”).

Já a fluorescente tem funcionamento um pouco mais complicado: trata-se de um tubo de vidro “untado” com uma solução à base de fósforo. Ela recebe uma descarga de gás e radiação ultravioleta; esses dois componentes, mais o fósforo das paredes internas, provocam uma reação que emite luz. É por isso que, quando a lâmpada já está mais para lá do que para cá, sua luz oscila – sinal de que o gás já não dá conta das reações. Uma das implicações dessa tecnologia é que quase não gera calor (afinal, sua luz provém de uma reação química, não do calor). Como o desperdício de energia é menor, é mais eficiente do que a lâmpada comum: um modelo fluorescente de 15 watts produz uma luz proporcional a uma incandescente de 60 watts.

Do ponto de vista ambiental, o LED ganha. “É o modelo que menos consome energia e, por tabela, causa menos impacto ambiental”, afirma Glaucco Morais, especialista em tecnologia da informação. No que diz respeito à reciclagem, a lâmpada fluorescente é menos prática. É que, além de vidro e fósforo, nela existem também elementos que podem ser tóxicos ao ambiente, como o gás de mercúrio. Por isso é que elas não podem ser deixadas junto com o lixo comum. Já a de LED, composta de vidro e silício, e a incandescente, vidro e metal, são totalmente recicláveis.

Em relação a consumo, a incandescente é a que mais gasta energia, seguida pela fluorescente e a de LED, empatadas: podem economizar até 80% de energia, comparadas com as lâmpadas do primeiro tipo, justamente as mais comum do mercado. Na durabilidade, o LED é incomparável: segundo os fabricantes, a vida útil é de 45 mil horas, o que equivale a 45 incandescentes e dez fluorescentes.
A desvantagem é que uma lâmpada desse material é a mais cara da lista, em torno de R$ 120 — bem mais que uma incandescente de 60 Watts (R$ 2) e uma fluorescente (a partir de R$ 5).

Mas, segundo Glaucco Morais, esse cenário tende a mudar: “Com o tempo, a lâmpada de LED deve ficar cada vez mais barata. A demanda por ela vai ser maior, a produção vai aumentar e o preço deve baixar”, prevê. Mas será que um dia o preço vai se comparar à bagatela da lâmpada incandescente? “É bem provável”, arrisca Scoton. E compara: “O computador, que tem quase todas as peças internas feitas de silício como o LED, foi barateando ao longo dos anos. Silício vem da areia, e areia é o que não falta”.

De qualquer modo, do ponto de vista do custo-benefício, a lâmpada de LED já é a melhor opção. O investimento inicial ainda é muito elevado para, por exemplo, colocar o material em todas as luminárias da casa ou do apartamento.
Mas se o LED realmente mostrar que tem a durabilidade prometida, talvez não seja má ideia gastar R$ 120 por uma lâmpada que pode durar 45 anos gastando 20% da energia gasta uma lâmpada comum.



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sem medo de colorir

Cores fortes mudam o humor de uma casa e marcam o seu jeito na decoração. Confira algumas dicas para acertar a dose.

Nesta sala, o arquiteto Maurício Arruda criou um fundo neutro para brincar com a saturação das cores nos móveis. O chão de madeira, a parede cinza e o sofá bege acomodam bem e aumentam o destaque da poltrona azul e do cinzeiro vermelho.

O arquiteto Maurício Arruda sugere equilibrar o fundo e a frente dos projetos, como neste ambiente: a parede cheia de cores é compensada pelo armário de madeira e a mesa preta.

O colorido é dado pelo armário de fórmica azul brilhante, enquanto a cabeceira de madeira e as paredes bege-acinzentadas são mais discretas. Quarto decorado pelo arquiteto Maurício Arruda.

Quanto mais quentes são as cores, melhor elas funcionam em peças de acabamento polido e brilhante. Como nas mesas coloridas desta sala, decorada por Maurício Arruda.

O que era uma edícula virou o escritório da arquiteta Carolina Neuding. As cores são as do pássaro símbolo do escritório.

O azul que tingiu a parede do jardim da arquiteta Carolina Neuding foi escolhido por trazer as sensações de amplitude e tranquilidade. Também marca o espaço, que é pequeno.

A estante de MDF e laca amarela domina o ambiente neste projeto da arquiteta Cláudia Pecego. Era desejo dos donos da casa ter móveis de cores fortes na decoração.

Na cozinha da mesma casa, Cláudia Pecego sugeriu a colocação deste balcão de fórmica vermelha brilhante. Os armários de madeira mantêm a harmonia do ambiente e o destaque do móvel colorido.

Em uma casa onde o branco dominava nas paredes e em alguns móveis, a arquiteta Cláudia Pecego sugeriu ousar na decoração do lavabo, e, junto com seus clientes, escolheu este papel de parede supercolorido.

O pedido da moradora, que queria cores fortes e flores, orientou as arquitetas Carmen Zaccaro e Marise Kessel. O tecido floral e vermelho tem desenho leve, e seus tons são compensados pelo branco das paredes e da marcenaria.

Neste quarto projetado pelas arquitetas Carmen Zaccaro e Marise Kessel, o verde e o rosa dos móveis combinam com o enxoval da cama. A madeira do criado-mudo e da cabeceira faz um contraponto às cores fortes.

Em outras casas parece perfeito. Mas quando você pensa em colorir as paredes de seu próprio imóvel e comprar uma poltrona azul-turquesa, vem o medo de errar – a ideia parece ousada demais. Mas, para vários arquitetos, errado é o medo de colorir. E, para ajudar nesse processo, eles dão algumas dicas para você encher a casa de vida e personalidade.

O primeiro conselho é: “Não há regras”, diz Carolina Neuding, arquiteta de São Paulo. O modo de usar as cores varia de acordo com o seu gosto e com o estilo dos profissionais que cuidam dos interiores. Em pequenas áreas, ou cobrindo o chão, a cor pode ampliar e definir ambientes. E talvez seja o elemento que falta para deixar a casa com o seu jeito. “Cor tem a ver com identidade”, completa o arquiteto Maurício Arruda.

Se você prefere fazer primeiro um teste em um único cômodo, pode começar com os locais que não sejam de permanência prolongada, como o hall social, o lavabo, o corredor ou a sala de jantar. “São lugares mais fáceis de colorir”, aconselha a arquiteta Cláudia Pecego, de São Paulo.

Mesmo nos quartos, onde algumas pessoas optam por ousar menos, não é preciso se entregar ao branco. Arruda dá como opção o uso de tons um pouco dessaturados, misturados com cinza. “Ao invés de usar só a tinta roxa, você a mistura com cinza e obtém um ‘berinjela’, por exemplo. O azul-turquesa também: combinado com o cinza, vira um azul acinzentado, lavado”, explica.

Para preparar seus projetos, ele costuma elaborar um esquema cromático, definindo a composição de cores que pretende usar. A partir da observação do ambiente, decide a com o cliente a distribuição de cada cor no espaço. Assim, vai equilibrando tons marcantes com outros neutros. Normalmente, busca equilíbrio e compensações entre “frente e fundo”: “Para móveis mais neutros, paredes coloridas. Para móveis coloridos, paredes mais neutras”, diz.

Quanto mais neutra for a base (paredes, chão e teto), mais à vontade você estará para trabalhar com as cores no ambiente, colocando uma mesa de centro amarela, por exemplo.

O branco é um caso um pouco à parte. Por irradiarem luz, paredes brancas com móveis coloridos às vezes geram uma cominação cansativa, excessivamente contrastante, avalia Arruda. Uma opção é pintar as paredes ou o chão de cinza escuro. Substituir o branco pelo bege deixar a concentração de luz nos móveis coloridos. “O neutro segura as cores saturadas”, diz o arquiteto.

De qualquer modo, antes de pegar o pincel e pintar as paredes, faça provas de cor, pintando pedaços da parede que você pretende deixar mais colorida. É importante fazer o teste no próprio local, ressalta Carolina Neuding, pois a iluminação do ambiente pode alterar o tom da cor que aparece na cartela da loja.

E pintar paredes pode ser a opção mais fácil para quem quer se arriscar no campo das tintas. Em alguns anos, se sua vontade mudar e você quiser trocar os tons do ambiente, é mais fácil pintar a parede outra vez do que trocar um grande móvel.


Fonte: Morar do Seu Jeito

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

As pinturas da casa influenciam estado físico e mental

As cores estão presentes no dia a dia de todas as pessoas – em casa, na rua, na natureza. Suas vibrações influenciam o estado de humor e até a saúde dos indivíduos. A cromoterapia é uma técnica que utiliza estas vibrações energéticas para obter resultados terapêuticos, ou seja, as cores contribuem para a cura de doenças a partir das mudanças químicas que elas provocam no organismo. “As vibrações afetam a parte física e mental do corpo promovendo a saúde”, observa Paulo Edson Reis Jacob Neto, terapeuta ortomolecular e presidente do Sindicato dos Terapeutas do Estado do Rio de Janeiro (Sinter-RJ).

Existe uma infinidade de cores espalhadas pelo mundo, mas a cromoterapia utiliza apenas sete – as presentes no espectro solar. Amarelo, vermelho, alaranjado, azul ciano, azul violeta, azul anil e verde são os tons que ajudam a resgatar o equilíbrio do organismo. “Cada pessoa possui um mapa de cores diferentes e por isso o tratamento é personalizado. Além disso, as necessidades energéticas de cada paciente também varia de acordo com o momento e a enfermidade que será tratada. Para saber quais são as tonalidades mais indicadas para o paciente o terapeuta faz uma série de perguntas que auxiliam o processo”, explica.

Os terapeutas possuem várias estratégias de tratamento. As cores presentes na alimentação, na natureza, nos ambientes ou em cristais auxiliam na harmonização do sistema corporal. “Dependendo da situação, o paciente é convidado a fazer uma mentalização das cores ou a ter contato com a luz de lâmpadas coloridas. O profissional também pode dar orientações sobre as tonalidades presentes na vida da pessoa, como as cores dos cômodos da sua casa, os tons predominantes na decoração, nos objetos e no ambiente de trabalho. Essas ações coadjuvantes são importantes para que o tratamento seja completo”, esclarece.

Paulo ressalta que é necessário conhecer a vibração das cores para escolher quais tons farão parte da decoração de cada ambiente da moradia, favorecendo o equilíbrio bioenergético dos moradores. “A cromoterapia pode ser muito útil na decoração da casa. As tonalidades estimulantes são o vermelho, o laranja e o amarelo. Já o azul, o violeta e o índigo provocam sensações de relaxamento e ajudam a acalmar em momentos de tensão e estresse. O verde contribui para a restauração do equilíbrio”, destaca Paulo, que também leciona em cursos de qualificação profissional para terapeutas.

Na cozinha e na sala de jantar, locais destinados à alimentação, o ideal é que os tons predominantes sejam o vermelho e o laranja, pois eles estimulam o apetite. Estas cores não são indicadas para ambientes de trabalho, estudo ou descanso porque deixam o indivíduo agitado. “As paredes dos quartos podem ser coloridas com azul, que tem propriedades calmantes, assépticas e desestressantes, ou com o verde, que renova a energia do ambiente, acalma o sistema nervoso, equilibra a mente e traz a sensação de esperança e satisfação”, ensina o terapeuta.

O branco potencializa as demais cores e por ser uma cor neutra pode ser utilizada em qualquer ambiente. É importante que o ambiente não fique somente branco, para evitar a sensação frieza, vazio e hostilidade. Se as paredes forem brancas o recomendado é que os móveis sejam coloridos e que haja objetos, como quadros, que tenham cores vivas. “O preto e o cinza podem ser usados para contrastar com o branco, mas apenas em pequenos detalhes. Por serem escuras, estas tonalidades podem provocar a sensação de pressão e depressão se forem predominantes”, enfatiza.

O amarelo atua de maneira direta na mente. Ele estimula o raciocínio, anima e inspira, auxiliando no auto-controle. Sua utilização também se deve ao fato de favorecer a iluminação e esquentar áreas escuras, sendo a cor mais recomendada para quartos de crianças ou salas de estudo. “A casa é a representação da personalidade de seus proprietários. As orientações ajudam a escolher cores que promovam efeitos positivos na mente e no corpo e devem estar de acordo com as preferências pessoais, sem causar mal-estar por causa de insatisfações”, acrescenta.






segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Preparando a casa para o Casamento

Marcada a data da troca das alianças, Luciana Martins, designer, e Itaici Brunetti, músico e jornalista, tiveram um ano para deixar pronto seu primeiro lar. O rapaz já vivia no apartamento em São Paulo, mas, como trabalhava e viajava muito, se conformava com pouco – ou quase nada! “Colocamos na lista de casamento móveis e objetos com nosso estilo. No fim das contas, ganhamos grande parte da decoração”, conta Luciana. A maioria dos presentes encontrou lugar na sala, que ainda recebeu detalhes personalizados, como a parede revestida de cartazes amarelos do tipo lambe-lambe, com estampas criadas pela designer, e os pôsteres de rock e jazz, paixões de marido e mulher.


Luciana adora as cores primárias – aquelas que, misturadas, dão origem a todas as outras. Por isso, elegeu uma luminária de teto vermelha, pintou uma parede de azul e aplicou grafismos amarelos em outra. A janela no canto da área de jantar (voltada para a lavanderia) é a única fonte de luz natural, motivo pelo qual os moradores não quiseram cortina. A sala é o lugar preferido de Luciana e Itaici. Nela, jogam videogame, assistem a filmes e recebem amigos. O ambiente acolhe vários convidados graças ao sofá em L com pufe retangular. O rack e a TV foram reaproveitados.


Quanto custou? R$ 5.524
Mesa de jantar.
A Eixos tem tampo de vidro com 1,22 m de diâmetro. Tok & Stok, R$ 920.
Cadeiras. São quatro unidades Ada Tabaco. Etna, 10 x R$ 19,99 cada
Pendente vermelho. Modelo Chapéu Chinês. Leroy Merlin, R$ 45,90
Sofá e pufe. O Elegance é de suede. Linha Vip Móveis, R$ 2 653 e R$ 525, nesta ordem
Estante. Basic Life (0,62 x 0,30 x 1,70 m*), Tok & Stok, R$ 318
Tapete. De algodão felpudo (1,50 x 2 m*). Tok & Stok, R$ 229,90
Pôsteres. White Zombie (R$ 19) e Miles Davis (R$ 13)

A mesa redonda para quatro pessoas aproveitou o espaço próximo à cozinha. Quando há mais gente, basta puxar um dos pufes do escritório.